Luto migratório: o que é e como a terapia pode ajudar
Brasileiros no Exterior · Saúde Mental · 6 min de leitura

Luto migratório: o que é e como a terapia pode ajudar

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Clademir Bohnenberger
Autor

Clademir Bohnenberger

Psicólogo clínico (CRP 07/44406) especialista em Terapia Individual e de Casal. Atende adultos e casais em Porto Alegre, Viamão e online — inclusive para brasileiros no exterior.

Quando uma pessoa se muda para outro país, ela não deixa para trás apenas um endereço. Deixa vínculos, rotinas, paisagens, formas de se comunicar — uma forma inteira de estar no mundo. Esse processo de perda tem um nome: luto migratório.

O que é o luto migratório

O luto migratório é o processo de perda e adaptação que ocorre quando alguém se muda para outro país. Diferente de um luto por morte, ele não é reconhecido socialmente da mesma forma — afinal, a pessoa "escolheu" ir embora, está "vivendo o sonho", está "dando certo". Isso pode dificultar que a própria pessoa reconheça o que está sentindo.

O resultado é uma experiência de sofrimento que não encontra espaço para ser nomeada — o que frequentemente a intensifica.

O que se perde quando se emigra

O psicólogo Joseba Achotegui identificou sete tipos de perda que ocorrem no processo migratório:

Como o luto migratório se manifesta

O luto migratório não aparece necessariamente como tristeza óbvia. Com frequência, ele se manifesta como ansiedade sem causa clara, irritabilidade, dificuldade de concentração, sensação de vazio, cansaço que não passa com descanso ou uma nostalgia difusa que não sabe bem o que quer.

Muitas pessoas continuam funcionando — trabalham, cumprem responsabilidades — mas carregam um peso que não conseguem nomear. Esse também é o luto migratório.

Como a terapia pode ajudar

A psicoterapia pode ser um espaço para dar nome ao que está acontecendo — para entender que o que você está sentindo tem um motivo, que não é fraqueza, e que é possível atravessar esse processo de uma forma mais consciente. O atendimento para brasileiros no exterior considera exatamente esse contexto — a experiência de viver entre dois mundos e de reconstruir a si mesmo em outro país.

Quer conversar sobre isso?

Atendo brasileiros no exterior por videochamada, em português, com horários compatíveis com diferentes fusos.

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