A crise de ansiedade chega sem avisar. O coração acelera, a respiração fica curta, uma sensação de perigo iminente toma conta do corpo — mesmo sem nenhuma ameaça real à vista. Para quem passa por isso, é assustador. E para quem não entende o que está acontecendo, pode parecer que está morrendo.
Você não está. Mas faz sentido entender o que é, por que acontece e o que fazer quando aparecer.
O que é uma crise de ansiedade
Uma crise de ansiedade é uma resposta intensa e súbita do sistema nervoso autônomo — o mesmo que nos prepara para o "lutar ou fugir" diante de uma ameaça real. A diferença é que na crise, essa ativação ocorre sem que haja perigo concreto.
O corpo reage como se estivesse em perigo extremo: libera adrenalina, acelera o coração, contrai os músculos, dilata as pupilas. Tudo isso em segundos — e sem que a mente consiga explicar por quê.
Sintomas de uma crise de ansiedade
- Coração acelerado ou palpitações intensas
- Falta de ar ou sensação de sufocamento
- Tontura, formigamento nas mãos ou nos pés
- Sudorese repentina e tremores
- Sensação de irrealidade ou de "estar de fora do corpo"
- Medo intenso de morrer ou de perder o controle
- Nó na garganta ou dificuldade para engolir
Uma crise dura em média de 5 a 20 minutos. Ela passa — mas quem passa por ela pela primeira vez raramente acredita nisso no momento.
A crise de ansiedade não é perigosa — mas é assustadora. Entender isso já muda alguma coisa.
O que fazer durante uma crise
Reconheça o que está acontecendo
Dizer para si mesmo "isso é uma crise de ansiedade, vai passar" não elimina os sintomas — mas reduz o medo do medo, que frequentemente amplifica a crise.
Foque na respiração
Respirações lentas e profundas ativam o sistema nervoso parassimpático — o "freio" do organismo. Inspire pelo nariz por 4 tempos, segure por 2 e expire pela boca por 6. Repita.
Ancore-se no presente
Técnicas de ancoragem ajudam a trazer a atenção de volta ao momento presente: nomear 5 coisas que você vê, 4 que pode tocar, 3 que ouve, 2 que cheira, 1 que saboreia. O objetivo é interromper o ciclo de pensamentos catastróficos.
Não tente controlar
O impulso durante uma crise é resistir — tentar parar o coração de acelerar, forçar a respiração, fugir da situação. Paradoxalmente, a resistência aumenta a crise. Deixar acontecer — sabendo que vai passar — é mais eficaz.
Quando buscar ajuda profissional
Se as crises são frequentes, se você começou a evitar situações por medo de ter uma crise, ou se o medo de ter uma nova crise está limitando sua vida — é hora de buscar acompanhamento psicológico.
A terapia não elimina a ansiedade, mas ajuda a entender o que a alimenta e a desenvolver recursos para que as crises percam força — em intensidade e em frequência.
As crises de ansiedade estão frequentes?
Posso ajudar a entender o que está por trás. Atendo em Viamão, Porto Alegre e online.
Falar com o psicólogo
Clademir Bohnenberger
Psicólogo clínico especializado em Terapia Sistêmica. CRP 07/44406. Atende em Viamão, Porto Alegre e online.